quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Sobral realiza Conferência Regional de Comunicação


A cidade de Sobral é o palco nesta quinta-feira (05/11) da Etapa Regional da Conferência Nacional de Comunicação do Litoral Oeste/Extremo Oeste e Sobral/Ibiapaba. A Conferência foi convocada pelo governo do Estado e é a terceira a ser realizada, após Quixadá e Fortim.As discussões ocorrerão no auditório da Prefeitura Municipal de Sobral (foto). O objetivo é discutir políticas públicas de comunicação; Propor formas de controle público sobre a comunicação; Debater temas como liberdade de informação e expressão, regionalização da produção, inclusão social, universalização do acesso, rádios e TV comunitárias etc. A Conferência tem como público alvo as entidades que atuam no setor da Comunicação naquela Região, bem como as Prefeituras, Câmaras de Vereadores, ONG's,rádios, Tvs, Jornais, Escolas, sindicatos, estudantes, professores, radialistas, jornalistas, movimentos sociais e todas as pessoas que se interessem pelo tema COMUNICAÇÃO dos seguintes municípios: Massapê, Amontada, Apuiarés, Itapajé, Itapipoca, Miraíma, Paracuru, Paraipaba, Pentecoste, São Luís do Curu, Tejuçuoca, Trairi, Tururu, Umirim, Uruburetama, Acaraú, Bela Cruz, Cruz, Itarema, Jijoca de Jericoacoara, Marco, Morrinhos, Barroquinha, Camocim, Chaval, Granja, Martinópole, Uruoca, Carnaubal, Croatá, Guaraciaba do Norte, Ibiapina, Ipu, São Benedito, Tianguá, Ubajara, Viçosa do Ceará, Alcântaras, Cariré, Coreaú, Forquilha, Frecheirinha, Graça, Groaíras, Hidrolândia, Irauçuba, Meruoca, Moraújo, Mucambo, Pacujá, Pires Ferreira, Reriutaba, Santana do Acaraú, Senador Sá, Sobral e Varjota. Programação9h - Abertura Solene (autoridades dos Governos Federal, Estadual e Municipais; profissionais da Comunicação em TVs, Rádios, Jornais e Sindicatos; e CPC Ceará e Regional Sobral) 9h50 - Exposição sobre CONECOM 10h40 - Grupo debate - produção de proposta e apresentação TEMA GERAL: "Comunicação: meios para a construção de direitos e de cidadania na era digital" (Joana D'arc Dutra - Jornalista (UFC), Mestre em Comunicação e Cultura Contemporâneas (UFBA), Coordenadora do Núcleo de Comunicação Popular do Cuca Che Gue Vara, da Prefeitura Municipal de Fortaleza.); e ANIZIO MELO( Diretor da CUT NACIONAL no Ceará e Professor Tesoureiro da APEOC) I EIXO TEMÁTICO - Produção de Conteúdo; II EIXO TEMÁTICO - Meios de Distribuição; III EIXO TEMÁTICO - Cidadania: Direitos e Deveres;(Todo debate sobre Temas e Eixos Temáticos serão coordenados pelo CPC Ceará) 15h - Fundação da ARCO NORTE - Associação das Rádios Comunitárias da Região Norte do Estado do Ceará(Kim Lopes). 15h30 - Indicação dos Delegados à Conferencia Estadual e Nacional de Comunicação 16h - Encerramento Fonte: Sindicato dos Jornalistas do Ceará com informações da Comissão Pró-Conferência (CPC) - Ceará

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Nordestinês: não troco meu oxente por ok de ninguém



Existem vários Brasis dentro do Brail devido a grande riqueza e diversidade cultural. O jeito que se fala no nordeste é completamente diferente de como se fala no sul, por exemplo. E não estou me referindo apenas ao sotaque, mas principalmente no modo peculiar de falar e de inventar palavras do povo brasileiro. Veja como fala o nordestino em determinadas situações:

Nordestino não fica solteiro, ele fica solto na bagaceira!
Nordestino quando se empolga, fica com a mulesta dos cachorros!
Nordestino não bate, ele 'senta-le' a mãozada!
Nordestino não sai pra farra... ele sai pro muído, pra bagaça!
Nordestino não bebe um drink, ele toma uma!
Nordestino não é sortudo, ele é cagado!
Nordestino não corre, ele dá uma carreira!
Nordestino não malha dos outros, ele manga!
Nordestino não conversa, ele resenha!
Nordestino não toma água com açúcar, ele toma garapa!
Nordestino não percebe, ele dá fé!
Nordestino não sai apressado, ele sai desembestado!
Nordestino não aperta, ele arroxa!
Nordestino não dá volta, ele arrudeia!
Nordestino não espera um minuto, ele espera um pedacinho!
Nordestino não é distraído, ele é avoado, apombaiado!
Nordestino quando está irritado com alguém que fica diz: Homi largue de frangagem!
Nordestino não fica com vergonha, ele fica encabulado, todo errado!
Nordestino não passa a roupa, ele engoma a roupa!
Nordestino não houve barulho, ele ouve zuada!
Nordestino não acompanha casal de namorados, ele segura vela!
Nordestino não rega as plantas, ele 'agoa' as plantas.
Nordestino não quebra algo, ele tora!
Nordestino não é esperto, ele é desenrolado!
Nordestino não é rico, ele é um cabra estribado!
Nordestino não é homem, ele é macho!
Nordestino não pede almoço, ele pede o cumê
Nordestino não come carne, ele come 'mistura'
Nordestino não lancha, merenda!
Nordestino não fica cheio quando come, ele enche o bucho!
Nordestino não dá bronca, dá carão!
Nordestino não tem diarréia, tem caganeira!
Nordestino não tem mau cheiro nas axilas, ele tem suvaqueira!
Nordestino não tem perna fina, ele tem dois cambitos!
Nordestino não é mulherengo, ele é raparigueiro!
Nordestino não se dá mal, ele se lasca todinho!
Nordestino não é cheio de frescura, é pantinzeiro!
Nordestino não pula, dá pinote!
Nordestino não fica bravo, fica com a gota serena!
Nordestino não é malandro, é cabra de pêia!
Nordestino não fica apaixonado, ele arrêia os pneus todinho!


Veja também o dicionário nordestino

o linchamento da “diva” loira

São antológicas as cenas de explícita histeria contra a moça-loira-de-minissaia, verificadas naquela escola privada chamada UNIBAN, culminando com seu linchamento moral. Trata-se de material de primeira qualidade para o exame da imbecilização coletiva de certos estratos sociais no atual estágio do capitalismo.

A moça, ao “protagonizar” tamanha convulsão (não vem ao caso se teve a intenção de excitar centenas de antropóides), terá contribuído para um determinado avanço científico de diversas especialidades num largo espectro das ciências humanas — da sociologia à antropologia, da psicologia social à psicanálise contemporânea.

Pois, pouco do que se viu seria tão evidente.

Da nudez ao excesso de panos

Ao longo do processo do desenvolvimento social, as pessoas, originalmente despidas, foram se recobrindo de acordo com o clima, as conveniências sociais, as modas, verificando-se que condições de liberdade determinam a possibilidade de se vestir sem censura — mas tocadas sempre pelo pudor mais ou menos vitoriano de cada época.

Hoje, é verdade que, mesmo que isso não agrade ao império global, os limites para essa possibilidade já passam ao largo da próspera indústria da moda, que se sustenta fundamentalmente nas classes abastadas, legando uma razoável margem de livre escolha na ampla e diversificada produção do vestuário para o baixo e médio consumo de massas.
Entretanto, a fetichização do corpo feminino — tratado como compulsivo objeto do desejo — sempre permeou todas as épocas, e seu balizamento foi crescentemente determinado pela moral vigente nas diversas vertentes religiosas, com respaldo nas variadas formas de apropriação e espoliação na esfera produtiva.

César pareceria sério

E, bem além das grifes, nem a progressiva presença da mulher no mercado de trabalho atenuou sua “obrigação” de vestir-se com discrição para ser moralmente “aprovada”. Qualquer roupa mais ousada poderia criminalizá-la pelo (in)explicável descontrole do sexo oposto, justificando toda ordem de aberrações, inclusive as curras coletivas, morbidamente exibidas nas telas de cinema.

A ocultação pudenda converteu-se assim em determinação, como se a noção do “pecado” se associasse a uma maior ou menor exposição das formas e determinasse uma maior ou menor degradação da sociedade (quando, ao contrário, indício significativo dessa degradação constaria da dissimulação que deforma as relações humanas, nas quais o corpo é recriado na forma da mercadoria).

Assim, a uma mulher, “parecer séria” passou a pressupor o retrato da sua intimidade por mais indevassável que fosse. Que o diga o próprio imperador César, de quem nunca se exigiu tal prova comprobatória.

Mas com que roupa?

Das pesadas vestimentas medievais à burka, as mulheres sempre pertenceram ao contingente social mais penalizado pela hipocrisia reinante em todas as épocas históricas, numa relação direta com o domínio dos meios de produção e seu equivalente na inferiorização social e de gênero.

A necessidade de reduzir o peso da opressão se manifestou assim, em determinados momentos, também na redução do vestuário e na contestação dos padrões morais que tradicionalmente lhes determinaram uma posição inferiorizada numa sociedade machista e de exploração do trabalho feminino.

Na Sapucaí


Tal fenômeno poderia atingir exemplarmente seu paroxismo no carnaval do Rio de Janeiro, onde a nudez se estabeleceu de longa data, sem que, nem por isso, sejam comuns, no âmbito de uma festa popular, as cenas nas quais turbas de 700 machos ensandecidos partem para as sevícias das formosas moçoilas que, rebolativas, saracoteiam fartamente na Sapucaí.

Modernamente, esse furor coletivo que se verificou na UNIBAN reúne outras explicações: o moralismo, inclusive estético, apresenta uma prevalência de classe (média) muito definida, fundamentado inclusive pelas escassas possibilidades de realização dos seus anseios de ascensão social — que, pelo contrário, tendem ao achatamento e proletarização — rumo aos padrões superiores de renda e consumo.

Notável patologia

Além disso, a influência obscurantista da mídia e das religiões conservadoras acompanha, ao tempo que reproduz, esse histrionismo repressivo. Não foi, assim, o excesso de liberdade e ausência de limites que ocasionou o barbarismo, mas a mesma velha filosofia repressiva que prega “o amor pelo buraco do lençol”.

No fundo, a choldra delirante gostaria de ver a moça ao natural em ambiente privativo até para estuprá-la — como se verbalizou, inclusive ao qualificá-la como “puta” e “vagabunda” —, mas as aparências determinam, na exteriorização, demonstrações públicas de reprovação de conteúdo absolutamente hipócrita e preconceituoso. E esse arcabouço de sandices apresentaria um perigoso tônus fascistóide.

Esta é uma notável patologia em sociedades nas quais as transformações estruturais ainda se encontram travadas por uma forte hegemonia e espoliação de classe, sob a prevalência da ditadura do capital financeiro — perfeitamente perceptível no nível de superestrutura, onde a moral é, a um só tempo e contraditoriamente, mercantilizada e devassa, entretanto hipócrita, caolha e reprimida.

Nas coxas, o bizarro limite


Nessas circunstâncias, a canalização das energias se dá de modo confuso e anárquico, em especial quanto às frações de classe que se localizam num processo mais acentuado da crise de realização — e de suas ilusórias expectativas.

Desse modo, no ambiente, as coxas da moça (e suas formas generosamente voluptuosas) simbolizam na essência a incapacidade e a impotência de seus agressores no bizarro limite da incerteza de suas ambições.

E foi assim que, nesse quadro conceitual, a mídia global não passou em branco. Com sua consultora de modas, no “Fantástico”, atribuiu solene importância à escolha da roupa, que seria o elemento determinante da histérica comoção. Então tá! Agora está fantasticamente explicado o sumiço da moça de suas aulas na UNIBAN desde o dia 22 de outubro passado.

Luiz Carlos Antero é Mestre em Sociologia, escritor e jornalista

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Uma homenagem ao Alvinegro Cearense

36 municípios pagam abaixo do piso dos professores


Relatório da Federação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal do Estado do Ceará (Fetamce) sobre vencimento dos professores nas escolas públicas aponta 36 cidades que desobedecem à lei nacional do piso para a categoria

Larissa Lima da Redação do Jornal O Povo

O levantamento não incluiu os salários dos professores de Fortaleza (Foto: MAURI MELO)

Pelo menos 36 municípios cearenses ainda não cumprem a lei do piso salarial nacional, sancionada em julho de 2008. Os dados são da Federação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal do Estado do Ceará (Fetamce), com base em informações repassadas pelos sindicatos a ela filiados e pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) do Ceará. As redes públicas municipais empregam a maior parcela dos professores no Estado, de acordo com censo do Ministério da Educação (MEC).

Levantamento feito na última semana em 78 das 132 cidades cearenses onde a Fetamce possui representação sindical aponta ainda que 24 prefeituras não pagam nem o salário mínimo, atualmente no valor de R$ 465. A legislação em vigor, considerada uma vitória histórica do movimento sindical da categoria, estabelece que professores com ensino médio na modalidade normal devem receber no mínimo R$ 950 se trabalham no regime de 40 horas por semana.

O piso salarial também serve de referência para os demais regimes de trabalho, de forma proporcional. Assim, professores que trabalham 20 horas por semana, o que equivale a meio expediente, deveriam receber, ao menos, R$ 475. Não é assim em Altaneira, município a 556 quilômetros de Fortaleza. Lá, os professores da rede municipal que não têm graduação, com 20 horas de trabalho por semana, são remunerados com R$ 229, menos da metade do salário mínimo.

Se o profissional tiver mais tempo de estudo, chegando ao ensino superior, pode ganhar um pouco mais na mesma rede municipal: R$ 375. Cursando pós-graduação chega a receber, por mês, R$ 379,33, de acordo com o relatório da Fetamce. Altaneira foi o município com os salários mais baixos identificados pelo estudo, seguido por Tamboril (R$ 232,50), Pacujá (R$ 243,75), Martinópole (R$ 320) e Aratuba (R$ 330), também no regime de trabalho de vinte horas por semana.

No relatório, no entanto, existem profissionais apenas um pouco acima dessa faixa salarial trabalhando os dois expedientes. Em Tururu, a 124 quilômetros da Capital, os professores sem graduação recebem R$ 378. Com nível superior, chegam a receber R$ 530. São R$ 420 a menos que o valor mínimo fixado por lei para essa carga horária.

Para Sebastiana Rodrigues Faustino, presidente da Fetamce, ``muito mais do que falta de recursos, falta vontade política`` para melhorar os vencimentos dos educadores. ``A gente tem orientado os sindicatos a continuarem mobilizados, a fazerem denúncias no Ministério Público e na Justiça, para que haja investigação, para ver como estão sendo gastos os recursos do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação)``.

Quixadá é o município com a melhor adaptação à lei do piso salarial nacional, pela avaliação da Fetamce. Na rede municipal da cidade, o salário inicial dos professores com nível médio normal é de R$ 1.023, para 40 horas. Para professores com graduação, o valor sobe para R$ 1.402,14.

Outra rede destacada por Sebastiana Faustino é a de Limoeiro do Norte. O salário inicial, para a formação no ensino normal, é de R$ 566,20 para 20 horas de trabalhos semanais. Com graduação, passa para R$ 594,51. O reajuste é de 30% para quem tem licenciatura, 45% para quem tem mestrado e 70% para o professor com doutorado. ``Tem município que implantou o piso nacional e não teve nenhum problema financeiro. Em alguns locais, o que há é uma falta de compromisso com a aplicação das verbas públicas``, acrescenta.


LEIA AMANHÂ
>Estudo aponta o Ceará com a quarta pior média salarial para os profissionais que já terminaram ou iniciaram a graduação.


E-Mais

>O estudo da Fetamce não incluiu os professores de Fortaleza, por não ter sindicato filiado na Capital. De acordo com a Secretaria Municipal de Educação, o valor mínimo pago aos professores que não cursaram nível superior é de R$ 1.331 (48h semanais), acima do exigido por lei.

> A presidente da Fetamce afirma que em muitos municípios que implementaram o piso, o salário dos professores com ensino superior tem sofrido achatamento. ``Com a exigência do piso do magistério, muitas prefeituras que têm aprovado esse valor não têm reajustado o salário do pessoal com nível superior``.

> Os municípios pesquisados pela Fetamce representam cerca de 42% do total de cidades do Ceará, 184.

>A Lei de Diretrizes e Bases da Educação, de 1996, admite que pessoas sem nível superior, mas com formação de ensino médio na modalidade Normal, lecionem na educação infantil e nas quatro primeiras séries do ensino fundamental. A partir daí, é preciso ter graduação.

> Os 78 municípios incluídos no levantamento da Fetamce foram: Acarape, Acaraú, Acopiara, Alcântaras, Altaneira, Amontada, Antonina do Norte, Apuiarés, Aquiraz, Araripe, Ararendá, Aratuba, Baixio, Barreira, Baturité, Beberibe, Bela Cruz, Campos Sales, Carnaubal, Cascavel, Caucaia, Chaval, Coreaú, Crateús, Crato, Eusébio, Frecheirinha, Guaiúba, Guaraciaba do Norte, Ibiapina, Icapuí, Icó, Irauçuba, Ipaporanga, Itaitinga, Itapajé, Itapipoca, Tururu, Uruburetama, Itapiúna, Jaguaribara, Jaguaribe, Jijoca de Jericoacara, Jucás, Limoeiro do Norte, Madalena, Macaranaú, Martinópole, Massapé, Meruoca, Mombaça, Monsenhor Tabosa, Morada Nova, Mucambo, Mulungu, Nova Russas, Novo Oriente, Orós, Pacujá, Graça, Paramoti, Piquet Carneiro, Potiretama, Quixadá, Redenção, Russas, Santa Quitéria, São Benedito, Senador Pompeu, Sobral,Tabuleiro do Norte, Tamboril, Trairi, Ubajara, Umirim, Varjota, Várzea Alegre e Viçosa do Ceará.

"Fora de qualquer critério de dignidade"


A titular da Secretaria da Educação do Estado (Seduc), Izolda Cela, reconhece que ainda há salários ``completamente fora de qualquer critério de dignidade`` nas redes municipais. ``O Ministério da Educação trabalha com o dado de que praticamente 60% dos professores de redes públicas no Brasil não recebiam o valor proposto pela lei do piso. Eu penso que as redes estaduais, em geral, já tinham um valor total aproximado a ele. Mas isso não é realidade quando você considera o contexto mais geral de professores de redes públicas, principalmente nas redes municipais``.

Ela explica que o Estado não pode interferir na autonomia das gestões municipais, mas que a Seduc discute a questão do salário dos professores com as prefeituras em espaços como o Programa Alfabetização na Idade Certa (Paic). ``Para que tenhamos os resultados que precisamos, temos que direcionar ações para a valorização do magistério``, frisa. Na rede estadual, os professores com carga horária de 40 horas têm salário inicial de R$ 1.327,66. A secretária afirma que a remuneração não é a ideal, ``mas, no que determina a lei do piso, estamos numa condição bastante confortável``.

De acordo com o censo dos professores divulgado este ano pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), do Ministério da Educação, a maior parte dos professores cearenses na educação básica, tanto em rede pública como em rede privada, é empregada pelos municípios. Foram contabilizados 52.727 em 2007. Já o Estado contrata, atualmente, 21.957, entre efetivos e temporários.

O POVO entrou em contato, também, com a União dos Dirigentes Municipais de Educação do Ceará (Undime) para conseguir informações sobre a situação salarial das redes municipais. Foi pedido que as perguntas fossem enviadas por e-mail. No entanto, até sexta-feira não houve resposta sobre as perguntas enviadas.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Jornal francês chama polícia do Rio de "criminosa"


O Le Monde lembra a morte do líder do AfroReggae, que teve o tênis roubado por policiais

Do R7

O jornal francês Le Monde fez duras críticas nesta terça-feira (27) à Polícia Militar do Rio de Janeiro. Num artigo com o título "No Rio de Janeiro, uma polícia com comportamento criminoso", o jornal destacou o episódio que envolveu o assassinato do coordenador do grupo AfroReggae, Evandro João da Silva, e o roubo de sua jaqueta e seu tênis por policiais no último dia 18.

Para o jornal francês, o caso é um sinal da "gangrena" sofrida pela polícia do Rio. O artigo diz ainda que a corporação é "frequentemente corrompida e brutal" e "goza de má reputação".

le monde

"O caso é ainda mais comovente porque a vítima, nascida em um favela do norte do Rio e respeitada por sua coragem e obstinação, havia se tornado um 'mediador de conflitos', principalmente entre as gangues de narcotraficantes", afirmou o jornal.

O Le Monde lembra que o trabalho de Silva era o de "tentar converter os mais jovens a uma cultura de paz".

"O caso chama atenção pela gangrena que ronda a instituição (da Polícia Militar): nos últimos dois anos, mais de 1.700 policiais foram excluídos da corporação."


Vereadores de Sobral aguardando resultado do TSE

Cinco dos doze vereadores da Câmara Municipal de Sobral podem perder seus mandatos e terem seus direitos cassados caso o Tribunal Superior Eleitoral, em Brasília, acate o que vem sendo determinado pelas instâncias eleitorais do estado do Ceará.José Vytal (PSB), Luciano Feijão (PSB), José Crisostomo - Zezão (PP), Marco Prado (PSDB) e Adauto Arruda (PP) aguardam com ansiedade o que decidirão os Ministros do TSE, uma vez que os juizes da Comarca de Sobral e os desembargadores do TRE já se manifestaram a favor da cassação por discordarem das prestações de contas apresentadas pelos vereadores referentes às eleições de 2008. (Sobral em revista).

Concluído levantamento dos carros 4×4 para 7ª edição do Rally Parnacorreia



Muitos desafios e velocidade aguardam os participantes da 7ª edição do Rally Parnacorreia. A equipe técnica do evento composta pelo diretor geral Lívio Borges e o diretor da prova de carros e motos.

Fred Oliveira, já concluiu o levantamento para os carros 4×4. A competição já acontecerá nos dias 30 e 31 de outubro e 1º de novembro, no litoral, entre Parnaíba, no Piauí e Camocim, no Ceará.

De acordo com Lívio Borges, ao todo, serão 212 km com destaque para trechos repletos de areia e laços, exigindo uma maior navegação dos pilotos. “É preciso que haja muita sintonia entre piloto e navegador. As trilhas têm muita areia e será preciso usar a tração dos carros, além disso, haverá muita navegação e trechos muito parecidos, mas o ponto alto da competição concentra-se no início, com trechos de muitos laços e de travessia do rio Coreaú”, afirmou.

No próximo dia 24 (sábado), será a vez do levantamento das bikes, entre Barroquinha a Camocim, ambas no Ceará. A previsão média do percurso das bikes é de 60 km

As inscrições estão abertas no site do evento www.lbeventos.net . Além da taxa da inscrição, cada participante deverá entregar ainda um kit brinquedo. A organização fará a doação para creches e a famílias carentes da região.

Edição: José Wilson | Fonte: Aldeia Comunicação